
#DeixaElaTrabalhar
Em 2018, casos de assédio contra jornalistas esportivas ganharam repercussão nacional. A repórter Bruna Dealtry foi beijada à força durante uma transmissão ao vivo, e dias antes, Renata Medeiros havia sido insultada e agredida.
A reação veio rápido, profissionais da área se uniram e criaram o movimento #DeixaElaTrabalhar, que viralizou com um vídeo-manifesto protagonizado por 52 jornalistas.
Os números já indicavam que os casos não eram isolados: 70,4% das jornalistas esportivas relataram assédio no trabalho e 86,4% disseram ter sofrido discriminação de gênero.
O movimento ganhou força, chegou aos estádios e à imprensa internacional, mas os episódios que o motivaram seguem se repetindo, mostrando que o problema está longe de ser resolvido.

“Me assustou muito porque ele teve coragem de fazer isso em frente a uma câmera, imagina quantas mulheres não passam por isso nos bastidores. Eu acho que isso foi o mais chocante de tudo. Ninguém teve a sensibilidade de perguntar se estava tudo bem comigo.”
Foto: Reprodução de vídeo

Campanha #DeixaElaTrabalhar
Foto: Reprodução de vídeo